Seleção de Dorival Júnior soma apenas dois pontos na Data FIFA
Por Felipe Lopes

Um ano melancólico para a seleção mais vezes campeã do mundo. O torcedor já vinha chateado com os resultados desde a Copa América, mas agora, vê um time sem confiança até mesmo contra adversários mais fracos.
É bem verdade que não existem mais tantas seleções desqualificadas, mas há alguns anos, empatar com a Venezuela seria motivo de crise, hoje, já é visto como algo normal, até mesmo no “script” para acontecer.
Em dois jogos o Brasil fez apenas dois gols, em dois chutes de extrema felicidade de jogadores que vem mostrando seu valor, em um elenco que pouco produz e parece não ter válvulas de escape.
Vinícius Júnior, que na teoria seria o principal jogador da seleção quando falamos de técnica, pouco apareceu. Em duas partidas, o atacante do Real Madrid acertou o gol apenas uma vez, no pênalti bizonhamente perdido no jogo passado contra a Venezuela.
Contra o Uruguai, uma falsa impressão de superioridade no primeiro tempo, onde nenhuma das equipes criou nada. Já num segundo tempo mais movimentado, Valverde aproveitou a chance que teve e abriu o placar para a seleção Celeste.
Tendo que correr atrás do resultado, o Brasil se lançou à frente e minutos depois, em um belo chute, Gerson, que mais uma vez foi bem, deu números iguais ao jogo e finais a partida.
Dorival balança no cargo, o treinador fala de uma evolução que poucos conseguem enxergar e acredita em um discurso de autoconfiança que pouco convence no momento atual.
Um ano inteiro para se esquecer, que não é digno de seleção brasileira e os resultados que os torcedores se acostumaram a ter nos últimos anos. Os próximos movimentos em relação a comando técnico, jogadores e comissões devem traduzir o que a CBF pensa para o futuro.
O que é claro, é que uma mudança precisa acontecer.